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A obesidade definida como excesso de tecido gorduroso, representa a doença metabólica mais difundida no mundo, cuja incidência tem aumentado dramaticamente nas últimas décadas. Isso se deve a mudança nos hábitos alimentares das pessoas, principalmente no que se refere ao aumento na ingestão de gorduras saturadas (Fast food), ao aumento de horas na TV/ computador e a uma tendência maior ao sedentarismo (falta de exercício) – assunto que já abordamos em colunas passadas.

No Brasil, mais de 50% da população adulta tem excesso ponderal com uma taxa um pouco maior em mulheres. No Brasil, dobrou o índice de obesos entre 18 e 24 anos na última década. É bem conhecido uma freqüência aumentada nos obesos de: diabetes mellitus (risco de três vezes), dislipidemia (alterações no colesterol e triglicerídeos), colelitíase (“pedra na vesícula”), câncer de mama e endométrio, gota, apnéia do sono, pressão alta, doenças cardiovasculares e problemas articulares. Sabe-se que perdas de peso relativamente modestas (5 a 10 % do peso corporal) podem ser significativamente benéficas para as para essas condições pré-mórbidas. O risco de uma criança ser obesa depende do peso dos pais: 7% para pais magros, 40% se um dos pais é obeso e 80% se ambos os pais são obesos.

E qual a principal causa da obesidade? É o desequilíbrio entre ingestão e gastos calóricos. As causas genéticas (30%) e ambientais (60%) são muito mais freqüentes do que as endócrinas (devido a problemas hormonais) que são bem menos comuns, com menos de 5%. Outras causas incluem medicamentos (como os corticóides, anticoncepcionais, etc) e imobilização prolongada.

A classificação da obesidade é feita pelo Índice de Quetelec – Índice de Massa Corporal (IMC) obtido através da seguinte fórmula: IMC = (peso em Kg dividido pela altura em metros ao quadrado). Sendo assim, considera-se:

= IMC 20-24,9 = adiposidade normal;

= IMC 25 a 29,9 = sobrepeso;

= IMC 30 a 39,9 = obesidade;

= IMC maior que 40 kg/m2 = obesidade mórbida

Também classifica-se a obesidade quanto a distribuição em:

  1. Andróide – mais comum no homem – com predomínio de gordura no abdome (barriga), chamado de OBESIDADE EM MAÇÃ.

  2. Ginecóide – mais nas mulheres – com predomínio de gordura nas nádegas e coxas, chamada de OBESIDADE EM PÊRA.

A medida da circunferência da cintura, também é fundamental, sendo que valores elevados estão associados ao aumento de complicações associadas ao excesso de peso.

Homens:

Brancos de origem europeia e negros ≥ 94 cm;

Sul-asiáticos, ameríndios e chineses ≥90 cm;

Japoneses ≥85 cm;

Mulheres:

Brancas de origem europeia, negras, sul-asiáticas, ameríndias e chinesas ≥80 cm;

Japonesas ≥90 cm;

O tratamento engloba vários fatores: em primeiro lugar, o papel da nutricionista para elaboração de uma dieta adequada. Além disso, é importante comer lentamente e mastigar melhor os alimentos, habituar-se a não “limpar” o prato e sair da mesa com fome. Aumentar a atividade física cotidiana (subir escadas, por exemplo) e sessões de atividade física regular 3-5x /semana de 30 a 60 minutos são recomendadas. O tratamento com remédios está indicado quando não se consegue um efeito satisfatório com dieta e atividade física com critérios definidos de IMC e desde que seja desejo do paciente. Dados significativos foram mostrados nas pesquisas abordando os benefícios no peso e redução dos fatores de risco em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica.