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Associação entre consumo materno de alimentos ricos em polifenóis no terço trimestre da gestação e alterações dinâmicas no fluxo do Ductus arterial

 

P. Zielinsky, AL Piccoli Jr, JL Manica, LH Nicolosso, H Menezes, A Busato, MR Moraes, J Silva, L. Bender, P. Pizzato, L. Aita, M. Alievi, I Vian e L. Almeida

Introdução: A constrição ductal intra-útero pode ser hemodinamicamente importante a ponto do feto desenvolver hipertensão pulmonar neonatal. A hipertensão arterial pulmonar neonatal “idiopática” é a terceira causa mais comum de etiologia da doença, após a aspiração de mecônio e pneumonia. A patência ductal é dependente da presença de prostaglandinas circulantes. A associação entre o uso de AINE e constrição ductal é bem conhecida. Porém, com o aumento do número de casos de constrição ductal não associados ao consumo de AINE, o grupo do Dr. Zielynsky constatou que era necessário buscar outra fonte causal. Após várias pesquisas foi reportada a associação da constrição ductal com a ingesta materna de alimentos ricos em polifenóis (chá verde, chá preto, chá mate, derivados de uva e laranja, chocolate preto, chás de frutas, azeite de oliva, tomate, maçã, espinafre e muitas outras substâncias com alta concentração de flavonóide).

Métodos: Foi realizada uma análise prospectiva de 143 gestantes, sem doenças sistêmicas, consecutivas e não selecionadas que estavam no 3 trimestre de gestação em um período de 4 meses. Realizada ecocardiografia fetal com medida da relação VD/VE e velocidades ductais ao doppler com observadores cegos ao hábitos dietéticos. Antes do exame as grávidas preenchiam um questionário alimentar detalhado. A quantidade total de flavonoides na dieta era calculada pela USA Database, considerando 27 itens com alta concentração de polifenóis (> 30 mg/100 g de alimento). Estimou com base em estudo prévio que gestantes com ingestão total média acima do percentil 75 (1089 mg) seriam consideradas expostas e abaixo do percentil 25 (127,2 mg) seriam consideradas não expostas.

Resultados: A idade materna média era de 30,3 +- 5,4 anos (15-43) e o IMC médio = 28,1 +- 3 kg/m2. A idade gestacional de 31,2 +- 2,5 semanas (28-37 semanas) no grupo exposto e 31,8 +- 3,1 semanas no grupo não exposto. As médias das velocidades de pico sistólico e diastólico foram maiores em 102 fetos expostos (VPS = 96 +- 23 cm/s; VDF = 0,17 +- 5 cm/s) do que nos 41 não-expostos (VPS = 61 +- 18 cm/s e VDF = 0,11 +- 4 cm/s). A relação VD/VE foi maior no grupo exposto (1,23 +- 0,23) do que no grupo não-exposto (0,94+- 0,14).

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